segunda-feira, 7 de março de 2016

O Pacificador (conto original)


Texto original de Gonçalo Silva e André Filipe
(4.º A) - EB1 com JI de Santa Rita – Lousã

Era uma vez dois reinos distantes: o reino das Espadas e o reino dos Dragões. O reino das Espadas era encantado com fadas, feiticeiros, guerreiros, cavaleiros e gigantes. No reino dos Dragões só havia lava e dragões de todas as espécies. Definitivamente o reino das Espadas não tinha sido feito para dragões.
Um dia, o rei e o conde do reino das Espadas reuniram de emergência, porque tinham a informação de que os dragões iam atacar o reino. O rei começou a preparar as suas tropas e os dragões também. O inevitável aconteceu: começou a guerra entre os dois reinos.
Veio então um menino de uma terra distante, com uma ideia fixa na cabeça: acabar com o conflito que opunha os dois reinos. O rapaz queria que os dois reinos fizessem as pazes. Falou com ambas as partes, mas nem os dragões nem os cavaleiros queriam fazer as pazes. O menino teve então uma ideia maravilhosa:
- E se eu me disfarçasse de cavaleiro? Poderia dizer, em nome de cada um dos reinos, que uma das partes se rendia – pensou o menino. 
O menino, disfarçado de soldado do Reino das Espadas, foi dizer aos dragões que se rendia. Logo a seguir, disfarçado de soldado dos dragões, o rapaz disse a mesma coisa ao rei das Espadas.
- Eu sabia que eles se rendiam! – exclamaram ambas as partes, sem saberem que dum lado e do outro havia rendição.
Até agora o plano do rapaz estava a correr bem. O pior é se fosse descoberto.
Mas faltava uma coisa muito importante: um acordo de paz assinado com tinta preta em papel branco. O rapaz serviu outra vez de mensageiro entre os dois reinos para que os dois lados se sentassem à mesma mesa para fazerem a paz em definitivo. Os dois reinos acertaram encontrar-se num sábado, ao meio-dia, precisamente na linha que separa os dois territórios. Na hora certa, lá estavam os representantes dos dois reinos para assinarem o acordo. O rei e o dragão estavam prestes a assinar, quando, de repente, os líderes dos dois reinos começam a olhar fixamente para o menino. O rapaz, por sua vez, sentiu as orelhas a aquecer, juntamente com um nó na garganta.
- Olha, miúdo. Tu, por acaso, não és o mensageiro do reino dos Dragões que me veio anunciar a rendição? – perguntou o rei das Espadas.
O menino engoliu em seco.
Depois, foi a vez de o rei dos Dragões ficar ainda mais desconfiado:
- Calma aí, esse rapaz foi quem veio ter comigo a dizer-me que vocês, habitantes no reino das Espadas, se entregavam. O que significa tudo isto?
Os mais altos representantes dos dois reinos e os seus apoiantes estavam prestes a agredir-se, quando, subitamente, apareceu alguém a gritar:
- O reino dos Dragões está a ser atacado pelos espíritos da noite!
Quase logo a seguir, outra pessoa entra em cena, em pânico:
- Acudam, acudam! O reino das Espadas está a ser atacado pelos espíritos da noite!
Mal ouviram estas palavras, os dois governantes uniram-se e trabalharam em conjunto, para afastar o mesmo invasor. Foi assim que, ficando do mesmo lado, os dois reinos não tiveram dificuldade em derrotar as forças dos espíritos da noite.
Afastado o perigo, os dois reinos perceberam que tinham mais a ganhar se estivessem do mesmo lado.
O rapaz, que tinha sido o grande responsável pela reaproximação dos dois reinos, foi perdoado e nunca foi esquecido. Ainda hoje é considerado um herói nos dois reinos.

sexta-feira, 4 de março de 2016

O Mistério do Castelo Assombrado (conto original)


Texto original de Tiago Oliveira e Gabriel Correia 
(4.º A - EB1 com JI de Santa Rita – Lousã)

Havia numa terra não muito longe daqui, ali para os lados do sol posto, um castelo que muitos diziam ser assombrado. Sempre que chegava o Dia das Bruxas, os meninos e meninas iam pedir doces ao castelo. As crianças ouviam uma voz horripilante, assustavam-se e fugiam com medo para casa.
Certo dia, as crianças foram ao castelo durante o dia para investigar, mas, mal viram um esqueleto, começaram a correr a sete pés e só pararam na esquadra da polícia, onde se foram queixar. Os polícias foram de imediato até ao castelo assombrado. O castelo, além de ser assombrado, era também mágico. Os polícias inspecionaram todas as divisões e, como não encontraram nada de anormal, olharam severamente para as crianças e disseram-lhes:       
- Mas vocês andam a gozar connosco? Vá, digam-me lá os vossos nomes.
E os meninos lá responderam:
- Nós somos o João, a Sofia, o Luís e a Simone.
Os polícias foram-se embora, mas as crianças decidiram ficar ali a noite toda, à espreita. Sabiam que há muitos anos ali tinha vivido uma bruxa muito má que não gostava nada de crianças. Dizia-se que o espírito da bruxa vagueava pelas divisões do castelo assombrado. O João sabia a história de cor e contou-a à irmã e aos primos:
- Naquele tempo, o castelo não era assombrado. Era de uma linda princesa que vivia com o seu pai, mas um dia veio uma bruxa que assombrou o castelo e depois ela ficou com ele.
Quando o João contou essa história, os primos e a irmã ficaram com medo e, a partir daí, nunca mais quiseram ir sozinhos ao castelo. No dia seguinte, conheceram um menino muito corajoso e fizeram-lhe a seguinte proposta:
- Queres brincar connosco no castelo assombrado? – perguntou a Sofia.
- Claro que quero ir convosco ao castelo. Vamos, estou preparado para uma grande aventura! – respondeu o rapaz.
 E lá foram ao castelo com o objetivo de descobrir pistas. Joaquim, assim se chamava o jovem, disse a brincar:
- Isto é muito assustador! – mas na verdade nada o amedrontava.
Os meninos foram então investigar o castelo assombrado. No princípio, nada abalou a confiança das crianças, até que ouviram uma voz assustadora. Ainda assim, não fugiram.
- Desta vez não vamos ter medo. Por isso, mostre a sua cara! – gritou o Joaquim.
Ouviu-se uma voz aguda semelhante à de uma bruxa:
- Vão-se embora daqui!
Cheio de coragem, o Joaquim respondeu, desafiador:
- Daqui não saímos, daqui ninguém nos tira!
Foi então que a bruxa desatou a rir, mas o riso já não era assustador. Parecia feliz, como que aliviada e, à medida que ria, o seu rosto foi mudando de feições até revelar a cara de uma jovem. Também as suas roupas se transformaram e ali ficou à frente das crianças a mais bela de todas as princesas. Não queriam acreditar no que estava ali a acontecer à sua frente.
- Quem és tu? – perguntou, boquiaberto, o Joaquim, enquanto as outras crianças se escondiam atrás dele.
- Sou a princesa que a bruxa um dia amaldiçoou e há muito que esperava por este dia.
- Mas como aconteceu esta transformação?
- A maldição duraria enquanto houvesse medo. No dia em que aparecesse alguém corajoso e capaz de me desafiar, o feitiço quebrar-se-ia – explicou a princesa – e foste tu quem acabou com a maldição, pelo que te estou eternamente agradecida.

A princesa e as crianças tornaram-se amigas e o castelo é hoje um dos monumentos mais visitados da região, uma vez que todos o procuram pelo seu lado sombrio e assustador, mas sem a bruxa que afugentava quem quer que se aproximasse do sítio.

quinta-feira, 3 de março de 2016

O Mundo Secreto dos Dinossauros (conto original)


EB1 com JI de Santa Rita – Lousã
Texto original de Tiago Góis e Guilherme Simões (4.º A)

A nossa história começa com dois irmãos chamados Roberto e Pedro. São historiadores e, numa das muitas explorações que fazem, certo dia, encontraram um esqueleto de dinossauro. Coisa fabulosa, não é? Mas ouçam o que aconteceu a seguir.
- Cuidado, Pedro! - alertou o Roberto.
- Roberto, sabes de que tipo de dinossauro é esse esqueleto? - perguntou o Pedro.
- Não sei - respondeu o Roberto.
- Não temos nada para escavar o esqueleto de dinossauro. É esse o nosso problema! - concluiu o Pedro.
- Tenho uma ideia! - exclamou o Roberto.
- Qual é? – perguntou de imediato o Pedro.
- A minha ideia é ir chamar o nosso amigo Filipe. Aquele que é construtor! - sugeriu o Roberto.
Foram chamar o Filipe e logo voltaram com uma escavadora. O próprio Filipe vinha a conduzir a máquina e, imediatamente, começaram as escavações.
- Já sei de que tipo é este dinossauro! - exclamou o Roberto.
- De que tipo é? - perguntou o Pedro.
- Este dinossauro é um T-Rex! – afirmou entusiasticamente o Roberto.
- Podemos procurar mais esqueletos de dinossauro? - perguntou o Filipe.
- Claro, Filipe. Vamos nessa! – respondeu o Pedro.
Andaram, andaram até que o Roberto tropeçou numa pedra e à frente dele estava um osso da cauda de mais um dinossauro.
- Pedro, anda cá! - chamou o Roberto.
O Pedro aproximou-se e viu a tal cauda do dinossauro. O Filipe aproximou-se e disse:
- Boa! – exclamou - Mas temos um problema: a nossa retroescavadora ficou sem gasóleo.
Resolveram ir buscar combustível, mas acabaram por perder-se. Chegaram perto de uma gruta e, como entretanto começou a chover, decidiram abrigar-se nela. Foi então que o Roberto, inadvertidamente, ativou um mecanismo na rocha e abriu-se ali uma passagem mesmo à sua frente. Descobriram então um mundo novo. Ao longe viram uma grande fortaleza natural, toda feita de pedra, com – imaginem só! - um dinossauro enorme no seu ponto mais alto. Sim, um dinossauro verdadeiro e vivo, com esqueleto, mas revestido.
- Uau! - exclamaram os três em coro.
- Que fixe! - disse o Pedro.
Como era possível que ninguém tivesse conhecimento deste mundo onde os dinossauros eram os reis? E o mais espantoso é que aqui eles ainda estavam completos: com carne e osso, ao passo que, no mundo do Roberto, do Filipe e do Pedro, dos dinossauros já só restavam os esqueletos.
Os três amigos estavam maravilhados com o que estava a ver, mas tinham de tomar uma decisão: ou davam a conhecer este local secreto e tornavam-se mais conhecidos do que o Indiana Jones, ou não diziam nada a ninguém e aquele mundo ficaria preservado para sempre. Pois bem, os três historiadores decidiram voltar à passagem e para bem da ciência não contaram a ninguém o que viram. Só eles e nós é que sabemos.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Uma aventura no Deserto (conto original)


EB1 com JI de Santa Rita – Lousã
Texto original de Afonso Gomes e Lara Simões (4.º A) 

A história que vos vamos contar aconteceu num dia em que um rapaz chamado João resolveu começar a estudar o antigo Egito. Passava horas a fio a ler livros e a ver documentários sobre os faraós e tudo o que dissesse respeito àquela antiga civilização. Sempre a seu lado, estava o seu cão Milk. Certa noite, o cansaço já era tanto que ele adormeceu. Foi então que, através do sonho, ele foi transportado para o Egipto.
João estava maravilhado. O que lhe estava a acontecer era o que ele mais queria. Caminhou, até que encontrou um homem chamado Ali:
- Queres vir comigo explorar aquela pirâmide? - perguntou o homem.
- Sim, quero! – respondeu o João, todo entusiasmado.
Então lá entraram. Viram muitos túmulos e, para tal, tiveram de passar por serpentes, códigos e paredes secretas e deslizantes. Numa dessas paredes, o cão do João ia quase ficando entalado e esmagado. Felizmente escapou por pouco. Uns metros mais à frente, João e Ali encontraram muitos homens à volta de uma mulher. Parecia uma rainha. João olhou com mais atenção. Não! Não podia ser! Parecia a Cleópatra!
- Quem és tu? – perguntou o João.
- Eu sou Cleópatra. E os dois serão meus escravos.
- Nem pensar! Quem és tu para nos dar ordens? – disse o Ali irritado. O João também estava ofendido com a afirmação da Cleópatra.
  Vendo o caso mal parado, os dois desataram a fugir, mas o cão do rapaz atrapalhou-se e acabou por entrar numa outra pirâmide. Sem saber, entrara no templo de Tutankamon. O jovem faraó achou o cão tão engraçado que começou logo a brincar com ele e, verdade seja dita, também o animal simpatizou logo com o Tutankamon. O faraó tirou-lhe a coleira.
- Assim ficas mais à vontade – disse ele, fazendo uma festinha no animal.
Ao fim de algum tempo, o cão lembrou-se do João. Mas para onde teria ele ido? Tutankamon percebeu que ele estava com saudades do seu dono. Saíram os dois e foram à procura do rapaz.
O cão desatou a correr, pois já tinha farejado o dono. O João estava agora no palácio a lutar com um sacerdote mascarado. Tutankamon gritou:
- Larga esse homem!
O sacerdote, desobedecendo a Tutankamon, continuou a querer agredir o João. Foi então que Tutankamon se aproximou e deitou o sacerdote ao chão. O jovem faraó chamou os guardas para o levaram para a prisão, mas o sacerdote conseguiu fugir antes que o apanhassem.
- Vamos atrás dele! – gritou o João.
Durante a perseguição, o sacerdote acabou por chocar com uma rapariga que levava um cesto carregadinho de tâmaras:
- Pisgue-se da minha frente – gritou o homem chamado Pula. Entretanto, no meio da multidão, João, o seu cão e Tutankamon perderam de vista o sacerdote. Perguntaram então à rapariga que tinha sido empurrada:
- Minha menina, pode-me dizer para onde foi o sacerdote Pula?
- Claro que sim. Foi por aquela rua - respondeu a rapariga das tâmaras.
- Muito obrigado pela informação - disse o João.
- Esperem por mim! - gritou a menina - Já agora, ainda não me apresentei. Sou a Amália.
- Muito prazer, Amália. Queres acompanhar-nos? - perguntou o João.
- Claro! Vamos lá!
Então foram todos à procura do homem chamado Pula. As ruas eram um autêntico labirinto e foi assim que, por acaso, o sacerdote apareceu mesmo à frente daqueles que o perseguiam:
- Tira a máscara, bandido! – ordenou o João.
- Está bem – respondeu o sacerdote mascarado.
O homem tirou a máscara e… era o Ali!
- Desculpem. Eu não vos queria fazer mal - disse ele.
- Ali?! És tu? – João estava surpreendido.
- Sim. Sou eu. Eu vou dizer-vos uma coisa. Eu não tenho amigos e, por isso, queria fechar-vos numa pirâmide, para que ficassem sempre comigo - acrescentou o Ali.
-Tudo está bem, quando acaba bem – respondeu o João – Mas tens de perceber uma coisa: não é dessa forma que arranjas amigos. Tens de conquistá-los.
O João, o seu cão, Ali, Tutankamon e Amália ali estavam todos divertidos, quando, subitamente, uma voz foi subindo de tom:
- Está na hora, João! Acorda, preguiçoso!
Foi então que o João acordou. Já não estava no Egito, mas sim no seu quarto.
- Mãe, mãe!
- O que foi, filho?
- Eu tive um sonho. Estava no deserto. Conheci o faraó Tutankamon, estive no interior duma pirâ… - a mãe não estava para ouvir disparates e interrompeu-o logo:
- Está bem, agora vamos tomar o pequeno-almoço. Não queres chegar atrasado às aulas, pois não?
O João saiu da cama, acreditando que tudo aquilo não passara de um sonho. Repara então num pormenor. Porque teria ele areia nos pés? João olhou para o seu cão. Reparou que ele não tinha coleira.

Se alguém passar no deserto do Egito, pode ser que encontre a coleira do cão do João. É feita de couro e tem o nome Milk gravado numa pequena chapa de metal. 

terça-feira, 1 de março de 2016

As agentes secretas - Amazónia em perigo (conto original)


EB1 com JI de Santa Rita – Lousã – 4.º A
Texto original de Catarina Elisa Antunes Bruno
e Beatriz Raquel Coelho das Neves


Duas agentes secretas são chamadas à selva da Amazónia para resolver um caso muito problemático. Uma das meninas chama-se Isabela e a outra Carolina. A Isabela, que é muito corajosa, andou e andou, até que encontrou uma cabana. A noite caiu, entretanto, e, cansada, a rapariga adormeceu.
No dia seguinte, ela acordou com um grupo de pessoas à sua volta. Pertenciam à Tribo Kuikura e formavam um círculo de fogo, não deixando a Isabela escapar. Desesperada, sem saber o que fazer, a rapariga já não acreditava poder sair dali com vida. Foi então que, do nada, apareceu a sua amiga Carolina pendurada numa escada de corda. Um helicóptero tinha-a trazido até àquele local para salvar a sua amiga. Já no interior do helicóptero, as duas agentes secretas andaram à procura de uma gruta onde estava escondido um cristal muito valioso. Esta era a missão que lhes tinha sido confiada: encontrar esta pedra preciosa capaz de proteger as árvores da floresta amazónica. Passaram por armadilhas e mais armadilhas, mas, a certa altura, acabaram por cair num buraco grande.
– O que fazemos? Tens material para nos tirar daqui? É que eu não tenho nada comigo – disse a Isabela.
– O que aquilo? É uma luz? - perguntou a Carolina.
– Vamos lá ver! – respondeu a Isabela.
Seguiram na direção da luz, penetrando cada vez mais naquele buraco que, afinal, era uma galeria que parecia não ter fim. Andaram durante um longo período de tempo, até que chegaram a uma gruta.
Sabem que gruta era? Adivinham? Pois era a gruta do cristal valioso! Elas encontraram o cristal valioso, mas aconteceu uma coisa que elas não esperavam. Apareceu um macaco chamado Mico, que lhes perguntou:
– O que fazem aqui?
– Nós vamos para a nossa cabana – responderam prontamente a Carolina e a Isabela ao mesmo tempo.
Dormiam tranquilamente no interior da cabana, quando, subitamente, acordaram com um barulho esquisito.
Algo de anormal estava a acontecer à sua volta: as árvores estavam a desaparecer rapidamente sem que ninguém soubesse como. Perceberam também que a tribo Kuikura tinha seguido o rasto delas e que estavam a queimar a cabana com os seus paus de fogo. Elas lutaram com todas as suas forças, até que conseguiram escapar à única tribo que havia naquela selva. A sua cabana estava toda ardida.
– O que fazemos? – perguntou a Carolina.
– Nada. Já não há nada a fazer – disse a Isabela. Foi então que, no meio das cinzas, surgiu uma palavra feita de brasas que as duas raparigas não conheciam:
– Patatu? O que raio quer esta palavra dizer? – interrogou-se a Isabela.
Ao dizer esta palavra, aconteceu um milagre: libertado pela palavra mágica, apareceu uma espécie de espírito. Um espírito bom, tendo em conta o seu aspeto.
– O que querem vocês, minhas meninas bonitas?
– Nós… nós… não… que… queremos fazer mal. Vamos já embora daqui – gaguejou a Carolina.
– Esperem! Eu chamo-me Patatu e a minha função é ajudar as pessoas – disse o espírito com um ar fofo e um sorriso na cara, para que as meninas não tivessem medo dele.
– OK! Queres juntar-te a nós nesta aventura? – perguntou a Isabela.
- Sim! Pode ser.
Elas e o espírito continuaram a sua viagem. Entretanto, encontraram o seu helicóptero.
- Olha, é o nosso helicóptero! – disseram as duas ao mesmo tempo.
– E tu, Patatu, vens connosco? – perguntou a Carolina.
– Sim, eu vou convosco.
– Olha, Patatu, tu que és um espírito, não podes desaparecer e depois encontras-nos em nossa casa? É que o nosso helicóptero demora dez minutos a chegar a nossa casa.
– OK. Até daqui a dez minutos – disse o espírito.
Aconteceu então algo que as duas raparigas não esperavam: o seu helicóptero caiu na costa, mas, felizmente, elas escaparam ilesas e nadaram até estarem em terra firme.
Já recompostas, as duas decidiram que estava na hora de salvar as árvores da Amazónia, pois, caso contrário, em pouco tempo, aquele que é considerado o pulmão do mundo desapareceria.
Para que a floresta fosse salva, o cristal teria de ser colocado no ponto mais alto da Amazónia.
- Mas como é que fazemos isso? Já não temos o helicóptero – lamentou-se a Isabela.
- Já sei! – exclamou a Carolina – E se pedíssemos ao Patatu para ele fazer isso por nós?
- Boa ideia, Carolina!
E foi assim que Patatu colocou o cristal no ponto mais alto da Amazónia, protegendo para sempre as árvores e fazendo renascer em poucos minutos aquelas que haviam sido cortadas.

Missão cumprida. As duas agentes, ajudadas por um espírito, tinham devolvido a esperança a todos os habitantes da Terra.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A maldição do Lobo (conto original)

Este é o primeiro de novos contos originais escritos pelos alunos do 4.º A da EB1 com JI de Santa Rita. Ao longo dos próximos dias publicaremos os restantes. Para já, fica este primeiro texto da autoria de Nádia Tomás e Ana Rita Carvalho.

A maldição do lobo

Um conto e desenho originais de Ana Rita Simões Carvalho
e Nádia Alexandra da Cruz Tomás
4.º A - EB1 com JI de Santa Rita - Lousã

Era uma vez um menino que vivia sozinho nos bosques. Há muito que tinha perdido os pais e, por isso, aprendera a tomar conta de si próprio. Para se alimentar, colhia frutos nos bosques que só ele conhecia e que estavam bem escondidinhos nos lugares mais secretos da floresta. Um dia, a caminho de casa, o menino chamado João apanhou um valente susto: encontrou um lobo. Cheio de medo, desatou a fugir. Mais adiante avistou umas ruínas e escondeu-se nelas como pôde.
O lobo não teve dificuldade em encontrá-lo e os dois ficaram frente a frente. Foi então que o João se apercebeu de que, afinal, o lobo não era tão mau como parecia. Os dois tornaram-se amigos e o João passou a visitar regularmente o animal.
Os dias sucederam-se e, ao fim de vários luares, um cavaleiro passou pelo bosque e viu o menino frente a frente com o lobo. Decidiu ajudá-lo, pensando que o menino estivesse em perigo. O cavaleiro agarrou no menino pelo braço, pô-lo no cavalo e seguiu em frente. O rapazito bem quis explicar ao cavaleiro que aquele lobo não era mau, mas ele não o deixou falar, recomendando-lhe descanso.
E foram a galopar em direção ao reino do cavaleiro.
- Como te chamas? – perguntou o cavaleiro.
- Eu chamo-me João e tu?
- O meu nome é Ruben. O que fazias sozinho na floresta? – quis saber o cavaleiro.
- Sempre lá vivi. Há muito que os meus pais morreram. Aprendi a governar-me sem a ajuda de nenhum adulto.
 O menino João foi dormir para casa do cavaleiro, onde também viviam a sua mulher e os seus três filhos. O João adaptou-se tão bem àquela família que, ao fim de alguns dias, todos perceberam que o melhor seria adotar o rapazito.
O cavaleiro, por sua vez, também guardava uma tristeza no coração: há muito que perdera o seu irmão. Nunca soube se morrera ou se ainda era vivo. Simplesmente desaparecera.
O tempo passou, mas o João não se esquecera do seu primeiro lar: a floresta. Além disso, nos seus sonhos, o lobo aparecia vezes sem fim, como que a pedir-lhe para voltar aos bosques. O cavaleiro apercebeu-se de que algo não ia bem com o João e, por isso, certa manhã, resolveu levar o menino a dar um passeio a cavalo. O João quis rever a floresta onde tinha vivido. Ao passar na casa velha onde tinha vivido, João sentiu a presença do lobo, mas não o viu. João imaginou que o lobo não lhe tivesse aparecido com receio do cavaleiro.
- Sentes-te mais feliz por teres regressado à floresta? – perguntou o cavaleiro.
- Sim… - respondeu timidamente o rapaz.
Na verdade, havia muita tristeza no seu coração. Por um lado, estava feliz por ter regressado à floresta, mas o que ele realmente queria era estar com o seu amigo lobo. Quando se conheceram, prometeram um ao outro que ninguém poderia saber da sua amizade.
O cavaleiro e o João regressaram a casa, mas algo tinha mudado no rapaz. Ele estava menos triste. Nas noites que se seguiram, João voltou a ter o mesmo sonho. Desta vez brincava com o lobo, mas quanto mais brincava com ele, menos ele se parecia com um lobo.
Na manhã seguinte, o menino acordou sobressaltado. O cavaleiro veio logo ter com ele.
- O que se passa contigo, João?
- Tive um sonho com o lobo da floresta. Estava a brincar com ele e, à medida que falávamos, as suas feições foram mudando, até ele se transformar num homem…
- Um homem parecido comigo? – perguntou o cavaleiro.
- Sim, mas diferente. Enquanto tu tens olhos azuis, o homem que aparece nos meus sonhos tem olhos verdes e uma cicatriz na mão esquerda…
O menino ainda não tinha acabado a descrição do sonho e já o cavaleiro se tinha levantado e olhava pela janela na direção da floresta.
- É o meu irmão… - repetia o cavaleiro – É o meu irmão.
Nessa mesma manhã, o cavaleiro e o João regressaram à floresta e de lá não saíram até terem encontrado o lobo com que o João tinha brincado. Assim ficaram a saber que o lobo era afinal o irmão do cavaleiro e pai do João. Fora enfeitiçado ao picar a mão esquerda numa roseira amaldiçoada. Ainda era visível a cicatriz. Não se sabe se a maldição algum dia acabou. O que se sabe é que o João, o cavaleiro (que era seu tio, afinal) e o lobo viveram felizes até ao fim das suas vidas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Alunos de Santa Rita visitam Museu Dr. Louzã Henriques



No dia 16 de dezembro de 2015, os alunos do 4.º A da EB1 com JI de Santa Rita ficaram a saber um pouco mais sobre o seu passado. No âmbito da disciplina de Oficina de Projeto, cujo tema é "Lousã, da raiz à Serra", aprenderam como viviam os seus antepassados, numa visita que efetuaram ao Museu Dr. Louzã Henriques.
Neste espaço, doado pelo Dr. Louzã Henriques, há ferramentas, carros de bois, trajes e outros utensílios que são autênticos vestígios de um passado ainda não muito distante. Guiados pelo Dr. Vítor Maia e Costa, as crianças puderam descobrir objetos já caídos em desuso, mas que foram de grande utilidade no passado. É o caso da salgadeira, dentro da qual era conservada a carne de porco, num tempo em que não havia frigoríficos, Mas não só. Há também as cangas, pedaços de madeira ricamente decorados, que eram colocadas no cachaço dos bois e que variavam de acordo com o estatuto do dono.
Mereceu grande atenção dos alunos a cozinha serrana, espaço onde o xisto impera e onde são poucas as semelhanças com as comodidades do presente.
Esta deslocação ao museu foi uma interessante aula de história magnificamente orientada pelo Dr. Vítor Maia e Costa. Os alunos não perderam uma pitada das suas explicações e foram muitas as perguntas que fizeram, Para quem não conhece este espaço, fica a sugestão.

A minha primeira banda desenhada

No 4.º A da EB1 de Santa Rita, na disciplina de Expressão Plástica, os alunos meteram mãos à obra e decidiram fazer a sua própria prancha de banda desenhada. Primeiro, aprenderam algumas coisas sobre aquela que é considerada a 9.ª Arte.
Prancha, tira, vinheta, balão de fala, balão de pensamento, movimentos cinéticos, onomatopeias. Estes são termos que os autores de banda desenhada bem conhecem e os alunos desta turma também os ficaram a conhecer.
Aprendida a lição, com a ajuda do professor, os meninos e as meninas, partindo de um argumento original, estruturaram a sua BD e elaboraram a sua prancha. Revelamos aqui a prancha da autoria de Nádia Tomás, de 11 anos, que está de parabéns pelo trabalho que realizou.
Aliás todos os alunos surpreenderam pela positiva e as suas pranchas podem ser apreciadas no salão da Escola EB1 com JI de Santa Rita, onde os seus desenhos estão expostos. Vale a pena ver a primeira banda desenhada destes jovens artistas.

Alunos de Santa Rita com texto publicado em "Uma Aventura no Estádio"

Já não é a primeira vez que a Escola de Santa Rita tem alunos vencedores no concurso "Uma Aventura Literária". Já tínhamos dado conta da ida de um grupo de alunos a Lisboa para receber um prémio entregue pelas próprias Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, autoras da coleção "Uma Aventura". Chega-nos agora finalmente às mãos o livro que inclui os textos vencedores dos alunos da EB1 de Santa Rita. Trata-se da 19.ª edição de "Uma Aventura no Estádio" e neste livro podem deliciar-se com os textos da autoria da Lara Simões, da Catarina Moreira, do Daniel Cunha, do Guilherme Simões, do Afonso Gomes e da Ana Rita Carvalho. Parabéns a estes aprendizes de escritores.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A gastronomia lousanense: a chanfana

Na Lousã, existem pratos que não encontramos em mais lado nenhum do mundo. Fizemos um trabalho de pesquisa sobre a gastronomia lousanense e, para tal, tivemos de consultar sítios na internet e livros da nossa biblioteca.
Assim, descobrimos que a chanfana é um dos pratos mais procurados pelas pessoas que nos visitam. Este prato tem como ingredientes principais a carne de cabra velha, vinho, alho e cebola. Uma coisa que não pode faltar na confeção da chanfana é a caçoila de barro preto. Este é um prato que também é confecionado nos concelhos de Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares.
A chanfana terá sido criada quando quem tinha uma cabra velha, que já não dava leite nem crias, resolveu matar o animal para o aproveitar uma última vez. Como a carne já não era tão saborosa, resolveram cozê-la em vinho, em vez de água.
Foto retirada do blogue "O Melhor de Portugal está aqui!" (https://omelhordeportugalestaaqui.wordpress.com/category/eventos-gastronomicos/page/14/

4.º A da EB1com JI de Santa Rita

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

No dia em que as marionetas foram à escola de Santa Rita

No dia 29 de outubro de 2015, na Escola EB1 com JI de Santa Rita, na Lousã, aconteceu um espetáculo de fantoches, apresentado pela Companhia “Era uma Vez Teatro de Marionetas”.
Este grupo, vindo de Évora, nasceu em 1991 e já atuou em vários países, nomeadamente em São Tomé e Príncipe, Bélgica e Alemanha.
“O Lixo do Sr. Bartolomeu” foi a peça apresentada na escola e conta a história de um senhor resmungão que, apesar de ter um ecoponto do outro lado da rua, deitava todo o seu lixo, sem o separar, no caixote que tinha à porta ou até no chão. Foi um espetáculo divertido e que, no final, deixou as crianças ainda mais maravilhadas, quando viram o fantocheiro por dentro e ouviram as explicações de José Carlos Alegria, o fundador da “Era Uma Vez Teatro de Marionetas”.
Este grupo veio à Lousã a convite da Companhia Marimbondo e participou no 5.º Festival de Marionetas ao Centro, que decorreu no Cineteatro da Lousã, de 24 a 30 de outubro de 2015.
4.º A da EB1 com JI de Santa Rita


domingo, 10 de maio de 2015

Dia do Desenhador na EB1 com JI de Santa Rita


A 15 de abril de 2015, festejou-se o Dia do Desenhador. A Escola EB1 com JI de Santa Rita - Lousã recebeu os ilustradores Zé Oliveira (na primeira foto) e Carlos Sêco. Enquanto o primeiro é um dos caricaturistas mais procurados, além de ser pai do Broncas, o segundo é o autor do Jonas o Reguila, mas também do Ti David e do Ti Belmiro. Os dois autores publicam os seus desenhos no jornal Trevim.

Haverá maior tesouro do que a Liberdade?

Manuel António Pina é o autor de "O Tesouro", uma história sobre Portugal, a lembrar que não há maior tesouro do que a Liberdade. A professora Maria de Fátima Barreleiro veio à turma do 3.º A da EB1 com JI de Santa Rita contar esta maravilhosa história no dia 24 de abril de 2015. Seguiu-se uma atividade de expressão plástica, para que as crianças do presente nunca se esqueçam da importância da Revolução dos Cravos. Obrigado à professora Fátima e à Biblioteca Municipal da Lousã por esta iniciativa.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Uma visita ao Exploratório Infante D. Henrique


O dia 7 de maio de 2015 foi de diversão para os alunos do 3.º ano da EB1 com JI de Santa Rita - Lousã. Mas ir ao Exploratório Infante D. Henrique teve também como consequência ficarem a saberem muito mais sobre ciência. Aqui fica o filme duma manhã inesquecível.

segunda-feira, 9 de março de 2015

O canto dos artistas

Este tigre foi desenhado pelo Martim Martins, do 3.º A da EB1 com JI de Santa Rita e pela cara do domador parece que a fera não está para brincadeiras.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

"Esta Língua Portuguesa" (canção original, com letra de José Jorge Letria e música de Carlos Sêco)


No dia em que a Língua Portuguesa faz 800 anos, aqui fica um vídeo dos meninos e meninas do 2.º A da EB1 com JI de Santa Rita - Lousã, a interpretarem "Esta Língua Portuguesa" (letra de José Jorge Letria e música de Carlos Sêco). Atuação ao vivo, no dia 13 de junho de 2014.

sábado, 14 de junho de 2014

1.º prémio e duas menções honrosas para a EB1 com JI de Santa Rita

 
Em cima, o desenho vencedor, da autoria de Martim Martins (2.º A da EB1 com JI de Santa Rita - Lousã)
Por baixo: Martim Martins (1.º prémio), Daniel Cunha  e Francisco Pereira (ambos premiados com uma menção honrosa)

O ano letivo a terminar e mais um prémio para a EB1 com JI de Santa Rita. O júri do concurso de desenho “O Comboio da Lousã”, promovido pela Biblioteca Itinerante da Fundação ADFP, em colaboração com as autarquias de Lousã e Miranda do Corvo, e o apoio do Movimento Cívico em defesa do Ramal da Lousã, anunciou, no dia 28 de maio, os vencedores.
Aberto às crianças do Ensino Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico, o concurso contou 801 trabalhos.
Na categoria Ensino Pré-Escolar, o 1º prémio foi para Manuel Pires Pedro (J. de Infância – Espinho), o 2º prémio para Dinis Mendes Bernardo (J. de Infância – Espinho) e o 3º prémio para Francisco Branco Vicente Gonçalves (J. de Infância – Casal de Ermio).
Na categoria 1º Ciclo do Ensino Básico, o 1º Prémio foi para Martim de Carvalho Martins (EB 1 de Santa Rita – Lousã), o 2º prémio para Pedro Joaquim da Silva Pereira de Melo (EB 1 da Lousã) e o 3º prémio para Leonor Maria Rodrigues Ventura (EB 1 de Lamas).
Na categoria 1º Ciclo do Ensino Básico, receberam menções Eduardo José Simões de Carvalho (EB 1 da Lousã), Ana Leonor de Oliveira Lopes (C. Educativo – M. do Corvo), Ana Maria Correia Fernandes Curado Lobo (EB 1 da Lousã), Eduardo José Rodrigues Marques (EB 1 – Lamas), Francisco Manuel Rosa Pereira (EB 1 de Santa Rita – Lousã) e Daniel Simões Cunha (EB 1 de Santa Rita – Lousã).
Para os 1º e 2º lugares o prémio consiste numa entrada no Parque Biológico da Serra da Lousã, com almoço no restaurante Museu da Chanfana para os vencedores, que abrange também pais ou encarregados de educação (mais duas pessoas). O 3º prémio é uma entrada no Parque Biológico Serra da Lousã (para o participante e um acompanhante - limite de 2 pessoas).

sexta-feira, 13 de junho de 2014

No dia em que visitámos o jornal Trevim

Esta 1.ª página do Trevim é a fingir, mas a visita ao jornal aconteceu mesmo

Trevim é o nome do jornal que se publica na Lousã. A turma do 2.º A visitou, no dia 29 de maio, as suas instalações para ficar a saber como é feito.
Fomos recebidos pela jornalista Maria João Borges que nos mostrou no computador como o jornal é paginado. Antes, é preciso escrever as notícias e tirar provas, para que tudo seja corrigido antes de ser definitivamente impresso.
O jornal Trevim foi criado em 1967 e chega aos quatro cantos do mundo em dois formatos: em papel ou através da internet. Este quinzenário (sai de 15 em 15 dias) não só informa, como também diverte, com os cartunes do Broncas e do Ti Belmiro e do ti David. A este propósito, foi divertido vermos uma estatueta do Broncas feita em barro.
Antes de nos virmos embora, a Tatiana Ribeiro, outra colaboradora do Trevim, fez da nossa visita uma notícia e pô-la na primeira página. Foi muito positivo conhecermos este meio de comunicação social da Lousã.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Autoras da coleção "Uma Aventura" entregam prémio a alunos da Santa Rita


As escritoras Ana Magalhães e Isabel Alçada, com os alunos premiados e o professor. 
Só faltou mesmo a Lara Simões, porque neste dia estava doente

Não é todos os dias que se tem a oportunidade de conhecer duas escritoras famosas. No dia 2 de junho, fomos à Feira do Livro, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, onde estivemos com Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, autoras da coleção “Uma Aventura”.
Objetivo: receber o 3.º prémio com que os alunos do 2.º A foram distinguidos no concurso “Uma Aventura Literária”. O júri gostou tanto do conto original “O Tocador de Ocarina” que não teve dúvidas em premiar os alunos Lara Simões, Ana Rita Carvalho, Guilherme Simões, Catarina Moreira, Afonso Gomes e Daniel Cunha, todos a frequentar a EB1 com JI de Santa Rita.
Na cerimónia de entrega dos prémios estavam presentes muitas crianças oriundas de vários pontos do país e foi um prazer subir ao coreto para recebermos o nosso prémio.
Ainda houve tempo para uma foto com a Filomena Cautela

Ainda visitámos a Feira e adquirimos alguns livros. No regresso, ainda encontrámos a atriz e apresentadora Filomena Cautela, com quem a Ana Rita e a Letícia tiraram uma fotografia.

Muito obrigado à Câmara Municipal pela cedência do autocarro e pelo voto de reconhecimento. O “Tocador de Ocarina” pode ser lido aqui e em breve será publicado num dos livros da coleção “Uma Aventura”. Este foi mais um prémio para a Escola de Santa Rita, a juntar a tantos outros. 
2.º A da EB1 com JI de Santa Rita - Lousã

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Conto original - O Tesouro Roubado do Soldado Francês

Aqui fica um texto inicialmente publicado em 2001, na Gazeta Júnior, jornal da EB1 de Santa Rita. É da autoria de Sandra Filipa, Soraia Fernandes e Pedro Martins, que na altura frequentavam a Escola das Matas - Serpins.

Era mais um daqueles dias de Outono na Lousã, uma vila serrana perto de Coimbra, com a chuva a estragar os planos dos mais novos. Apesar da chuva, a Vanessa e o Rui estavam satisfeitos. É que hoje os dois irmãos iam explorar o sótão da casa do avô. Eram muitas as coisas velhas que já não serviam e a poeira era tanta que Vanessa e Rui não paravam de tossir. Foi então que o rapaz ficou admirado, ao arrastar um biombo: 
- Olha, Vanessa! Que linda arca! - E era mesmo, toda envernizada e cheia de entalhes. 
- Uau! Vamos ver o que tem dentro - disse de imediato o Rui. Os dois irmãos estavam tão entusiasmados, que nem precisaram de chave. Com uma chave de fendas, o Rui forçou a fechadura e abriu a arca. Mas que desilusão. No interior, só havia papéis velhos. Não havia nada que os pudesse divertir. O pior é que as cartas que a arca continha estavam numa língua que os dois irmãos não conheciam. 
- Aah, meus meninos! Apanhei-vos! - Era o avô José, que os tinha surpreendido. 
- Que susto, avô. Veja o que encontrámos - a Vanessa levantou-se e estendeu uma das cartas ao avô. 
- Vejam só o que encontraram, meus meninos. Mas... estas cartas são do meu antepassado - disse o avô José, emocionado. 
- Antepassado?! O que é isso? - perguntou o Rui. 
- É um familiar meu que viveu no passado. Quem escreveu estas cartas foi o bisavô do meu avô. 
A resposta do avô José deixara a Vanessa e o Rui ainda mais intrigados. Foi então que pediu aos dois para se sentarem e começou a contar a seguinte história: Estávamos no século XVIII e as tropas francesas ti-nham invadido Portugal. Foram dias de terror, que também na Lousã deixaram muita gente amedrontada. Sem dó nem piedade, os soldados saqueavam igrejas e casas particulares, ficando com grandes quantidades de ouro e prata. Foi nessa ocasião que um soldado francês de bom coração se apoderou de parte de um saque e o escondeu, para, mais tarde, o devolver à Igreja. Onde o tesouro estava escondido, ninguém sabia. Michel, o soldado francês protagonista desta história, foi um dos derrotados pelo exército luso-britânico, perto da ponte de Foz de Arouce. Preso, acabou por morrer na prisão, sem nunca devolver o ouro e a prata. Algumas semanas antes, apaixonara-se por uma linda lousanense, que acabaria por ter um filho dele. O Michel era o tal antepassado de que o avô José falara há pouco. O Rui e a Vanessa ficaram encantados por saber que também eles tinham um antepassado e francês, ainda por cima. 
Os papéis que os dois irmãos tiraram da arca estavam todos espalhados pelo chão. Foi então que a Vanessa descobriu algo. Cada folha era uma peça de um puzzle. Depois de várias tentativas, lá conseguiram montar o puzzle e não é que tinham juntado as várias partes de um mapa. O mapa de um tesouro, com uma cruz assinalada. E o tesouro era nada mais nada menos do que todo aquele ouro e prata roubados pelos franceses aos portugueses. 
- Mas isto fica perto do Prado - disse o avô José. 
- O Prado?! O que é isso? - perguntou a Vanessa. 
- É a mais antiga fábrica de papel do país. Data do séc. XVIII - respondeu o avô. 
- Vamos lá. Rápido! - sugeriu o Rui, que já tinha uma pá às costas. 
Chegados ao local, graças ao mapa, facilmente encontraram a rocha sob a qual estava enterrado o tesouro. Era maravilhoso. Havia de tudo, fios e anéis de ouro e até uma bandeja de prata, uma igual à que fora roubada pelos franceses na igreja Matriz da Lousã. O Rui, a Vanessa e o avô José sabiam que aquele tesouro não lhes pertenciam, por isso, devolveram-no à Igreja. 
Passados quase trezentos anos, tinha sido feita justiça. Os dois irmãos não ficaram ricos, mas tornaram-se heróis nacionais. Agora é vê-los todos vaidosos a dar entrevistas para os jornais e para a televisão. 
Sandra Filipa, Soraia Fernandes e Pedro Martins (Escola das Matas - Serpins)