quinta-feira, 24 de abril de 2014
Canção original sobre o 25 de Abril ("Cravo Coração")
Aqui fica uma recordação. "Cravo Coração", uma canção original (música e letra de Carlos Sêco), cantada pelas crianças da Escola EB1 com JI de Santa Rita - Lousã.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Como era a Escola antes do 25 de Abril de 1974 (recriação)
Na Escola EB1 com JI de Santa Rita, os professores recriaram uma aula do período anterior ao 25 de abril de 1974. Como era diferente a Escola daquele tempo quando comparada com a de hoje.
domingo, 13 de abril de 2014
Dia Mundial do Teatro comemorado na EB1 n.º1 da Lousã
Os alunos do 4.º C da EB1 da Lousã vestiram a pele das personagens criadas por António Torrado
Os alunos do 4.º C da EB1 da Lousã comemoraram o dia Mundial
do Teatro apresentando a peça de António Torrado “Serafim e Malacueco na corte
do Rei Escama”. Durante o 2.º período os alunos do 4.º ano leram a peça de
António Torrado “Serafim e Malacueco na corte do Rei Escama” e acharam que
seria uma óptima ideia representá-la para toda a escola.
Formaram-se vários grupos de trabalho, para conseguir por em
prática esta ideia. Começou por se fazer um casting para serem escolhidos os
atores. De seguida escolheram-se os cenógrafos, as figurinistas, as
aderecistas, os técnicos de som e a encenadora.
Cada grupo organizou-se e pôs mãos à obra e durante um mês
trabalharam arduamente entre a matéria que tinha que ser dada, ensaios,
elaboração de cenário, figurinos e adereços.
O resultado final foi fantástico pois conseguiram por em
cena e representar para todos os alunos da escola nos dias 27 e 28 de março a
peça de teatro que todos gostaram de assistir.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Quando for grande, quero ser bombeiro
O Rodrigo Simões, quando for grande, quer ser bombeiro como o pai. Até lá, este aluno do 2.º A da EB1 com JI de Santa Rita, vai desenhando desta maneira.
Um desenho cheio de ação
Aqui fica um desenho que bem poderia ser a vinheta de uma banda desenhada. Este trabalho é do Martim Martins, aluno do 2.º A da EB1 com JI de Santa Rita e ilustra um dos contos originais que podem ser lidos neste blogue. Trata-se de "O Menino Aviador", que podem ler se clicarem aqui.
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Um passeio pelo campo com o Daniel
Nestas férias da Páscoa, nada melhor do que um passeio pelo campo. Esta é a sugestão do Daniel Cunha, do 2.ºA da EB1 com JI de Santa Rita.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Este é o canto dos artistas
Este desenho bem divertido é da autoria do Martim Martins, aluno do 2.ºA da EB1 com JI de Santa Rita. Só de olhar para ele ficamos com saudades da praia...
Este trabalho tem mais a ver com a primavera e transporta-nos para o tempo dos cavaleiros e das princesas. O desenho é da autoria de Daniel Cunha, do 2.ºA da EB1 com JI de Santa Rita.
sábado, 5 de abril de 2014
MILU LOUREIRO NA PONTE VELHA
A escritora Milu Loureiro esteve, no passado dia 14 de fevereiro, na biblioteca escolar de Ponte Velha onde dinamizou duas histórias da sua autoria com os respetivos “tapetes histórias”.
A convite dos alunos da EB1 e do JI de Ponte Velha, a escritora explorou a história “O Esquilo que Amava as Palavras” tendo sido, este, o mote para a dinamização de outras atividades de articulação entre estes dois grupos, onde se abordaram noções da área da matemática e da escrita.
Houve ainda espaço para uma breve entrevista e, para mais tarde recordar, ficam não só as fotografias mas também a dedicatória e autógrafo registado em cada livro adquirido.
Para embelezar este dia dedicado ao amor e à amizade, as crianças construíram materiais para decorar as mesas do refeitório, dando um colorido especial ao espaço e à presença da escritora que, amavelmente, acedeu em almoçar com os alunos.
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
No Dia da Poesia e da Floresta
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No dia 21 de março acontecem mil e uma coisas. No dia 20, chegou a primavera e tudo muda para melhor. A 21 assinala-se o dia da poesia, mas também o da floresta, pelo que o melhor é festejar estas duas datas. Assim aconteceu, pelo que juntámos o útil ao agradável, cantando "Sou Árvore, Sou Futuro", uma canção com poema e música originais do professor Carlos Sêco. O 1.º A, o 2.º A e a turma da educadora Luísa Simões juntaram-se no mesmo espaço para cantarem e declamarem poesia. O 1.º A recitou um poema de Eugénio de Andrade e os meninos da Pré uns versos da sua autoria. Foi desta maneira bem divertida que demos as boas-vindas à primavera.
2.º A da EB1 com JI de Santa Rita
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Meninos da Pré e do 1.º Ciclo trabalham e aprendem juntos
Os colegas do 1.º CEB do 2.º ano vieram visitar-nos. Contaram-nos histórias que construíram para participar num concurso
literário. Como eram muitas histórias construídas em grupo, tivemos de fazer duas
sessões. Uma sessão foi na sala do JI e outra foi na
biblioteca.
As histórias eram muito bonitas, cheias de imaginação. Uma das histórias falava de planetas, por isso, os colegas do JI cantaram
a canção “O Foguetão”, que tinham inventado. Outra história falava de castelos e dragões, então, os colegas do JI
cantaram a canção “O Dragão”, que também inventaram. Aprendemos muitas coisas novas uns com os outros.
Sala da educadora Luísa Simões
terça-feira, 1 de abril de 2014
Escritora Milú Loureiro veio à EB1 com JI de Santa Rita
Milú Loureiro chamou a Edna para contar uma das suas histórias
Milú Loureiro foi a escritora que, no dia 1 de abril, veio à biblioteca da EB1 com JI de Santa Rita.
Foi uma sessão muito divertida em que a autora mostrou aos alunos uma belíssima "mantalivro", fantoches e originais de ilustrações, tudo feito por ela.
Milú Loureiro contou duas histórias engraçadas da sua autoria. "Preto e Branco" e "El-Rei Comilão" cativaram todos os meninos e meninas e a forma expressiva como a escritora narrou não deixou ninguém indiferente. Ainda apresentou "A Mantinha de Retalhos", outro dos seus livros já publicados.
Valeu a pena conhecer esta autora, apesar de não existir nenhum livro dela na biblioteca da escola.
Alunos do 2.º A da EB1 com JI de Santa Rita
segunda-feira, 31 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Semana da Árvore ensina e diverte
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A primavera está quase a chegar e para celebrar esta estação e o dia da árvore e da floresta, que é no dia 21 de março, a nossa turma foi ao Museu Álvaro Viana de Lemos.
Começámos
por fazer uma sementeira com bolotas de carvalho. Dois elementos da Fundação
Floresta Unida ajudaram-nos nesta tarefa.
Seguidamente,
fomos convidados pela professora Ana Vaz a participar num jogo da glória relacionado com a floresta.
Depois foi a vez de jogarmos com o nosso professor de música, João Cruz, o
concurso “Quem quer ser amigo da floresta?”, em que respondemos corretamente a
todas as perguntas.
A seguir, a
professora Liliana convidou-nos a entrar na “Tenda Mágica”, onde nos contou
duas histórias. Nas paredes exteriores da “Tenda Mágica”, pudemos apreciar as
fotos da fauna e da flora da Serra da Lousã.
A terminar,
cada um de nós fez um desenho alusivo ao dia internacional da floresta que será enviado para a Assembleia da República.
Foi uma
manhã bem passada em que percebemos que a floresta precisa de nós, porque é a
nós que compete protegê-la.
Alunos do 2.º A (EB1 com JI de Santa Rita)
quinta-feira, 6 de março de 2014
Venham cantar connosco o Carnaval
Os meninos e meninas da EB1 com JI de Santa Rita juntaram-se aos colegas do Jardim de Infância e interpretaram "Na Folia dos Caretos", uma canção com música e letra originais. Acompanhados à viola pelos professores Carlos Sêco e João Cruz, as crianças festejaram da melhor maneira o Carnaval e este foi um dos momentos mais divertidos. Vejam o vídeo e cantem connosco. A letra aparece no teledisco.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
No dia em que falámos para o Camboja
Já no final do ano letivo 2012/2013, os alunos do 1.º A (agora já estão no 2.º A) fizeram uma ligação quase para o outro lado do mundo. Através da internet, no dia em que o Martim fazia anos, tivemos a oportunidade de estabelecer uma ligação com o Camboja, um país localizado na porção sul da Península da Indochina, no Sudeste Asiático. Sendo este um dia especial para o Martim, ele teve o privilégio de falar com a sua madrinha que, habitualmente, vive em Macau, mas que, na altura, se encontrava no Camboja a trabalhar. Foi uma experiência fantástica, em que todos aproveitaram para fazer perguntas à madrinha do Martim, querendo saber como é viver naquelas paragens. No final da nossa conversa, tivemos ainda tempo para interpretar "A Maior Flor do Mundo (Era uma Vez)", uma canção da nossa autoria que atravessou meio planeta e se fez ouvir no Camboja cuja capital é Phnom Penh.
2.º A (EB1 com JI de Santa Rita - Lousã)
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Uma visita à Biblioteca Comendador Montenegro
No dia 20 de fevereiro visitamos a Biblioteca Municipal “Comendador Montenegro”, na Lousã. Quando chegamos, no átrio (onde havia uma exposição de fotografias), fomos recebidos, com simpatia, pelas bibliotecárias: Mena e Joana que nos encaminharam à sala Infanto-juvenil. Neste espaço havia várias estantes com livros para crianças e adolescentes e um “cantinho” com cadeiras, onde nos sentamos para assistir ao conto de uma história com sombras chinesas. O título é “Tiago e o Monstro” (2013), do autor Sue Mongredien, com ilustrações de Nick East, editado por “Minutos de Leitura”. Esta é a sinopse da história: Certa noite, um monstro aparece nos sonhos do Tiago. Na noite seguinte, ele tem até medo de ir dormir. "Se ele voltar, imagina que tem umas cuecas cor-de-rosa enfiadas na cabeça", sugere a Mãe. "Assim ele já não será assustador!" Mas será que o plano inteligente da mãe funcionará? Nós gostamos muito desta divertida história! A seguir fomos até ao 1.º andar, uma sala com livros, revistas e jornais para adultos, onde conversamos com a bibliotecária Sandra. Já, no átrio, prontos para ir embora, perguntámos o que havia no piso de baixo. As bibliotecárias informaram-nos que era o Arquivo. “Podemos lá ir?” – perguntamos. E lá descemos as escadas que nos conduziram àquele labirinto de tantos livros, revistas...Alguns eram muito antigos! A bibliotecária Natércia indicava por onde devíamos ir e respondia, prontamente, às nossas perguntas. Quando saímos da Biblioteca: um radioso sol de inverno! Que belo passeio!
1.º A (EB1 com JI de Santa Rita)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Escrita criativa - O Menino Aviador
Esta é a história de um menino aviador que vivia no deserto e que tinha um hidroavião com vida própria. Falava, cantava, brincava e até dançava no céu. O menino aviador, cabelo preto, de camisa branca e calças vermelhas, usava um medalhão ao pescoço feito de pequenos pedaços de vidro, uma recordação da mãe que tinha morrido ainda ele era bebé. Também nunca conhecera o pai e por esse motivo o hidroavião falante era a sua única companhia. O menino aviador gostava muito do seu hidroavião e este último também o considerava o seu melhor amigo. Talvez até um irmão. Certa vez, o menino aviador fez uma longa viagem e foi parar à selva. Lá encontrou um velho feiticeiro que lhe disse existir um tesouro numa gruta abandonada.
- Mas porque não vais tu buscá-lo? – perguntou o menino.
- Já estou velho e não tenho forças – respondeu o feiticeiro.
Na verdade, só alguém com um coração puro como o do menino aviador poderia entrar naquela gruta e de lá trazer o baú dourado. Por outro lado, o velho feiticeiro era uma pessoa da pior espécie e a simpatia que demonstrava pelo rapaz era toda fingida.
Apesar de desconfiado, o menino aviador resolveu ajudar o feiticeiro. Entrou na gruta e ao fim de algum tempo retirou do seu interior um baú em tudo igual àquele que o feiticeiro havia descrito.
O menino aviador preparava-se para entregar o baú ao feiticeiro quando, de repente, lhe apareceu um majestoso leão que lhe disse:
- Menino, não entregues o baú ao feiticeiro. Se o fizeres, todos os animais desta ilha se transformarão em pedra. O que levas aí no baú é a vida de todos quantos habitam esta ilha. Nas mãos do feiticeiro, esse tesouro só o vai satisfazer a ele.
O menino aviador sempre desconfiara do feiticeiro, mas agora tinha razões para não acreditar nas intenções dele.
- Está nas tuas mãos salvares as nossas vidas – concluiu o leão antes de desaparecer no meio da vegetação densa.
O menino ainda estava a pensar no que havia de fazer, quando apareceu o feiticeiro acompanhado de um corvo enorme.
- Vejo que tens o baú contigo. Entrega-mo já e eu dar-te-ei tudo o que tu quiseres – prometeu o feiticeiro.
- Não, feiticeiro. Sei agora quais são as tuas intenções.
O feiticeiro ficou furioso e ordenou ao seu corvo que arrancasse o baú das mãos do menino. O corvo e o menino envolveram-se numa luta e, como ele não largava o baú, os dois elevaram-se no ar. Ao fim de algum tempo, o corvo acabou por largar o menino que segurava firmemente o baú. O menino e o baú caíram no mar.
Ao fim de alguns minutos, o baú veio à superfície, mas o menino aviador não. Os animais da ilha, que assistiram à luta, estavam agora desesperados. Teria o menino aviador morrido? O corvo agarrou o baú com as suas patas e depositou-o nas mãos do feiticeiro. Foi então que todos os animais daquela ilha se transformaram em pedra. O feiticeiro não cabia em si de tanta felicidade e naquele momento ouviu-se o riso mais assustador de sempre.
E o menino aviador? O que era feito dele? Teria ele mesmo desparecido no fundo do mar? Não, felizmente para ele, o feitiço só se aplicava a todos os seres vivos que estavam na ilha. Assim, o menino aviador, os peixes, os golfinhos, os tubarões, as alforrecas, as tartarugas, as gaivotas e os caranguejos não se tinham transformado em pedra. Salvo pelos golfinhos e pelos caranguejos, o menino aviador saiu da água com muita cautela, para que o feiticeiro não o visse.
O menino não podia ficar de braços cruzados. Foi a correr para o seu hidroavião, ligou-o e levantou voo. Do céu, o menino facilmente descobriu o esconderijo do feiticeiro.
Ligou o radar e sobrevoou a ilha. Viu o corvo à entrada de uma gruta. O menino aviador saltou de paraquedas, atirou uma rede para cima do corvo, imobilizando-o e, sem que ninguém o visse, entrou no esconderijo, onde o mago estava a dormir. Foi como tirar um doce a um bebé. O menino aviador pegou no baú e saiu porta fora, mas tropeçou num tapete, fazendo barulho, o suficiente para acordar o feiticeiro. Estremunhado, o feiticeiro ainda pegou na sua varinha de condão e apontou-a para o menino aviador.
- Também te transformarei numa estátua para a minha coleção! – gritou o feiticeiro.
O raio atingiu o menino aviador, mas em vez de o transformar em estátua, foi de imediato refletido e foi o feiticeiro quem sofreu o feitiço. O medalhão que o menino aviador trazia ao pescoço salvara-lhe a vida. O menino aviador agradeceu à mãe e foi assim que o baú voltou para o sítio onde inicialmente se encontrava, o que devolveu a vida a todos os animais da ilha. Quanto ao feiticeiro, ele lá continua, transformado em pedra, na sua gruta.
Todos os animais da ilha agradeceram ao menino aviador e depois deste episódio ele e o seu amigo hidroavião viajam com muita frequência do deserto para aquela ilha onde são sempre muito bem recebidos.
Escrita criativa - A Galinha Astronauta
Desenho de Ana Moreira
Texto original de Dinis Cagica, Ana Moreira, Manuela Gueifão, Francisco Barreleiro
Era uma vez uma galinha astronauta que vivia num planeta distante. Todos os dias punha um ovo e por esse motivo o seu planeta estava cheio de ovos e ao fim de algum tempo já não havia espaço para mais. Por isso, resolveu arranjar outro planeta. Fez a sua mala, despediu-se dos seus ovos, prometeu voltar em breve e partiu à procura de um outro planeta.
O primeiro planeta que visitou foi Saturno. Experimentou pôr ovos nos anéis daquele que é o segundo maior planeta, mas eles desapareciam logo. Afinal os anéis não eram sólidos e nada nem ninguém se segurava neles. Além disso, naquele planeta só havia pedras e poeira, o que não era nada agradável para os seus ovos.
Fez novamente a mala e partiu para Plutão. Qual não foi o seu espanto quando se apercebeu do tamanho minúsculo daquele planeta. Dava apenas para meia-dúzia de ovos e assim não valia a pena. A galinha compreendeu por que motivo os cientistas consideravam Plutão um planeta anão. Decidiu então abandonar aquele planeta rochoso e por isso muito desconfortável para que ela sentasse o seu rabinho no chão. Por isso, rumou em direção a Júpiter, o maior planeta do sistema solar.
Quando lá chegou, percebeu logo que o planeta era imenso e ficou entusiasmada. “Aqui sim, não falta espaço”, pensou a galinha. O pior foi quando se levantou um vento forte que logo se transformou numa tempestade. Que grande azar! A galinha tinha escolhido a Grande Mancha Vermelha para pôr os seus ovos. Não suportou os ventos que chegavam a atingir os 500 quilómetros por hora, pelo que embalou a trouxa e deixou Júpiter.
A seguir, foi para Marte, mas mal lá chegou teve logo vontade de ir embora, porque os gases eram venenosos. Deixou o planeta vermelho para trás e foi em direção a Mercúrio e Vénus. No primeiro planeta, a galinha encontrou muitas crateras, o ideal para ela pôr todos os ovos que queria. Estava ela descansada a pôr um ovo, quando, de repente, veio um meteorito na sua direção. Por pouco não acertou nela, mas, infelizmente, o seu ovo foi atingido e ela decidiu então mudar-se para Vénus.
Desenho de Francisco Barreleiro
No planeta Vénus, ela encontrou montanhas e desfiladeiros, mas o ar era tão sufocante que a galinha foi-se logo embora.
À sua frente estava agora Úrano. Pousou no solo daquele planeta e pôs-se a olhar para o céu. Começou a contar as luas de Úrano. Uma, duas, três… vinte e uma! Úrano tinha ao todo 21 luas. A galinha teve um grande azar. Quando chegou era noite de luar e 21 luas era uma grande confusão para ela. Não pensou duas vezes: foi-se embora.
Chegou então a Neptuno, mas partiu logo de imediato, porque os ventos sopravam a 2000 quilómetros por hora e as nuvens de metano tornavam o ar irrespirável.
Na sua viagem, apanhou um grande susto. Ia ela a passar perto de um cometa, quando, de repente, sem mais nem menos, lhe apareceu um buraco negro resultante da morte de uma estrela antiga muito grande. Por pouco a galinha não foi sugada.
Ao longe, a galinha viu uma luz muito brilhante. Voou na sua direção, mas à medida que se aproximava daquele brilho, sentia-se cada vez mais quente. Era o sol e quando já estava muito perto dele, ela sentiu que estava a ficar esturricada e logo voltou para trás. Ainda queimou uma pena, mas foi o suficiente para a galinha perceber que o sol não era lugar para habitar nem tão pouco para uma ave como ela pôr ovos.
Desenho de Catarina Bruno
Foi então que ao longe a galinha viu um planeta azul muito bonito. “Uau! Parece que descobri o planeta indicado para eu pôr os meus ovos”.
Deu um salto na direção daquele planeta a que nós humanos damos o nome de Terra e finalmente encontrou o sítio definitivo. Esta história aconteceu há muitos muitos anos, num tempo em que não havia nem homens nem animais. Foi assim que a galinha foi o primeiro animal a povoar o planeta Terra e é por isso que ainda hoje há galinhas e ninguém sabe quem nasceu primeiro: se o ovo ou a galinha.
Desenho de Dinis Cagica
Escrita criativa - O Cavaleiro Vasco
Desenho: Francisco Pereira
Texto: Tiago Oliveira, Letícia Gonçalves, Rúben Simões e Francisco Pereira
Era uma vez uma princesa que andava a passear pelos bosques, com uma grande tristeza no seu coração, quando, sem mais nem menos, apareceu um guerreiro e levou-a consigo, contra a sua vontade, para o Reino das Trevas, mundo governado pelo Príncipe Jacinto que queria conquistar o mundo terrestre. Resolveu raptar a princesa, para que o seu pai, o rei Alexandre, desistisse do poder e entregasse o seu reino ao Príncipe Jacinto. Ele era a pessoa mais desprezível que alguma vez tivesse existido. Era tão mau que, certo dia, ao passar numa aldeia, roubou as galinhas de um pobre camponês, porque entendeu que pobre não comia carne.
A princesa foi encarcerada nas masmorras mais escuras do castelo do príncipe malvado. Dali era praticamente impossível sair, pois o castelo estava guardado por um dragão assustador.
Vasco, um jovem cavaleiro, mal soube que a princesa tinha sido presa, resolveu libertá-la. Montado no seu cavalo, deslocou-se até ao castelo e deparou-se com o dragão que só podia ser derrotado se alguém acertasse com uma seta de prata no pescoço do monstro. Só assim a sua armadura seria desativada e o dragão morreria.
Ao fim de vários dias, em que o jovem quase perdeu a vida, ele finalmente conseguiu acertar no pescoço do dragão com a última seta de prata, derrotando-o. O castelo estava agora desprotegido, mas havia outro obstáculo. Vasco teve ainda de lutar com o Príncipe Jacinto que raptara a princesa. Já com poucas forças por ter tentado lutar com o dragão, o Vasco tirou da sua bolsa um livro de feitiços e gritou as palavras seguintes: “Bazi, Bazu, Tingo, Tango que te transformes em frango!”.
Subitamente, formou-se uma nuvem de fumo e dela saiu um frango depenado que desatou a fugir. Vasco libertou a princesa, mas ainda havia algumas armadilhas que era preciso ultrapassar para sair do castelo. Num corredor, à passagem dos dois, as paredes começaram a juntar-se e delas saíram uns bicos. Vasco pegou na sua espada e manejando-a de um lado para o outro, cortou um a um os bicos e por pouco os dois conseguiram ultrapassar aquele obstáculo.
A seguir, ao passar pelo portão principal, foi acionado um machado basculante que por pouco não acertou nos dois. Valeu ao Vasco ter bons reflexos e foi assim que ele não foi atingido pela lâmina cortante. Já fora do castelo, os dois fizeram-se à estrada e Vasco levou finalmente a princesa de volta para casa dela, onde ficou uns dias a descansar.
Entretanto, o guerreiro que tinha sido transformado num frango encontrou um portal e atravessou-o. Dentro dele estava uma bruxa à sua espera e que era amiga do malvado Príncipe Jacinto. “Patati, Patatá”, disse a bruxa e o frango voltou a ser o guerreiro. Este jurou vingar-se do Vasco.
Já recomposto, depois de um merecido descanso, o cavaleiro Vasco despediu-se da princesa Mariana e do rei Alexandre e montou o seu cavalo, partindo em direção ao sul.
Ao fim de sete dias a cavalgar, chegou a uma encruzilhada. Tinha quatro caminhos à sua escolha. Qual deles haveria de escolher? Naquele instante, ouviu-se uma voz: “só um destes caminhos te conduzirá à felicidade. Os outros três levar-te-ão à morte”. Ouviu-se um silêncio assustador e Vasco ficou a pensar. Foi então que teve uma ideia mais brilhante do que todo o ouro e diamantes juntos. Decidiu atirar uma flecha com o seu arco por cada um dos caminhos, mas antes mergulhou as quatro pontas das setas numa poção mágica. O objetivo era as flechas só acertarem em monstros. Se no caminho estivesse uma pessoa de bem, a seta transformava-se numa flor vermelha.
O Vasco disparou no sentido do primeiro caminho e logo se ouviu o grito horrível de um lobisomem. No segundo caminho, depois de atirada a flecha, foi a vez de um ogre esfomeado largar um rugido. Vasco armou outra vez o seu arco e disparou na direção do terceiro caminho. Foi então que se ouviu o barulho sibilante de uma serpente de três cabeças. Já só restava um caminho, mas à cautela, o Vasco usou a última seta, não fosse o Diabo tecê-las.
- Esta é a flor mais bonita que eu alguma vez vi. Que aquele que ma deu venha ao meu encontro! – ouviu-se ao longe. Era uma voz feminina. Ainda assim, Vasco ficou com um pé atrás. Seguiu pelo quarto caminho e encontrou uma torre muito alta que no seu interior tinha uma rapariga mais formosa do que o sol e a lua juntos.
- Como te chamas, jovem cavaleiro? – perguntou a rapariga.
- Vasco é o meu nome. E o teu, qual é?
- Chamo-me Alice e há uma eternidade que estou aqui presa à espera que alguém me liberte.
Bastou ao Vasco tocar com a sua mão nas grades e estas desapareceram, libertando a bela jovem. O cavaleiro olhou nos seus olhos e viu nela uma tristeza que já vira noutra pessoa. Lembrou-se então da Princesa Mariana que ele também libertara.
- Creio que sei porque estás triste. Fica descansada, a tua irmã está sã e salva, junto do vosso pai, o Rei Alexandre – sossegou o Vasco.
- Leva-me de volta a casa e o meu pai fará de ti o homem mais rico.
O cavaleiro Vasco regressou então a casa e passado pouco tempo ele e a princesa Alice casaram-se. Entretanto, Mariana, a irmã da princesa, também se apaixonou por um cavaleiro de um reino vizinho e não tardou muito até se realizar mais um casamento.
Quanto ao Príncipe Jacinto que já fora frango, contam as más-línguas que mal saiu do portal ele voltou a transformar-se numa ave depenada. Pior mesmo foi quando por ali passou o pobre camponês do princípio da história que ao ver o frango, não reconheceu o Príncipe Jacinto. Pegou nele, pô-lo num saco e comeu-o ao almoço acompanhado de umas estaladiças batatas fritas.
Desenho: Tiago Oliveira
Escrita criativa - O Tocador de Ocarina
Lara Simões, Catarina Moreira, Daniel
Cunha e Guilherme Simões
No tempo em que a magia governava o mundo, vivia um jovem
pastor que passava os seus dias a tomar conta do seu rebanho.
Certo dia, quando as suas ovelhas pastavam no sopé da
Montanha Sagrada, o rapaz encontrou, enfiada numa rocha, uma ocarina dourada.
Achou o instrumento tão bonito que não resistiu a tocá-lo.
Foi então que aconteceu algo maravilhoso. As ovelhas começaram a dançar e a
cantar e, ainda mais espantoso, o pastor percebia tudo aquilo que elas diziam.
- Ó jeitosa, vem cá dançar comigo! – disse um carneiro para
uma ovelha envergonhada.
- Pago uma rodada de dentes de leão a toda a gente! – gritou
uma ovelha já com a barriga demasiado cheia.
A cantiga era do mais divertido que o pastor alguma vez
havia ouvido:
Um passo para trás
e dois para a frente
A festa não para
e até damos ao dente
Para a direita e para a esquerda
Nesta dança de ovelhas
A gente faz o que quer
O que nos dá na telha
O pastor estava deliciado com o que estava a ver. No céu, um
bando de corvos voava. O rapaz voltou a pegar na sua ocarina, soprou nela e
logo percebeu o que aquelas aves negras conversavam. Em vez de se ouvir o seu
crocitar, ouviram-se palavras como se fossem humanos a falar:
- Coitada da princesa Ludovina, uma rapariga tão boa e tão
bela, com um feitiço destes em cima.
- É verdade. Ser atingida por raios mal saia do seu castelo
é um feitiço terrível! – acrescentou um outro corvo.
Ao ouvir esta história, o tocador de ocarina pensou se ele
não poderia libertar a princesa daquele feitiço. Juntou o seu rebanho e, todos
juntos, partiram em direção do castelo da princesa Ludovina, que se via ao
longe. Sobre ele pairavam nuvens cinzentas, das quais se desprendiam relâmpagos.
Por onde o pastor e as suas ovelhas cantoras e bailarinas passavam, as pessoas
ficavam estupefactas e aplaudiam aquela trupe.
Sempre que lhe surgia um problema, o jovem puxava do seu
instrumento de sopro e arranjava uma solução. Viu um pobre e velho camponês,
desesperado e quis saber o que o apoquentava:
- Parte da minha casa ruiu e não tenho forças nem dinheiro
para reconstruí-la – lamentou-se o homem.
- Descansa, bom homem. Eu vou ajudar-te – respondeu o jovem
que, mal acabou de falar, pegou na sua ocarina e pôs-se a tocar. Logo a magia
tocou cada uma das pedras e umas atrás das outras elas formaram num instante um
novo muro. Agradecido, o camponês chorava de alegria.
A notícia de um tocador de ocarina depressa se espalhou pelo
reino e quando o pastor e o seu rebanho chegaram ao castelo, já o rei e toda a
corte os aguardavam.
- Pastor, meu amigo, conto contigo para quebrares o encanto
que amaldiçoa a minha filha – exclamou o pai da princesa.
Nesse mesmo instante, a princesa Ludovina veio à janela e
logo um raio se abateu perto dela. O pastor tirou do bolso a sua ocarina e
tocou a mais linda melodia de sempre. O rebanho dançou e cantou como nunca. O
céu, até agora cinzento e ameaçador, clareou e ficou pintado de azul, o mesmo
azul dos olhos da princesa cujo feitiço acabara de ser quebrado. Ludovina podia
agora sair do castelo sem ser atingida por um raio.
Eternamente agradecidos, o rei e a rainha deram ao jovem a
mão da sua filha. A ocarina foi dada de pai para filho e um dia perdeu-se
algures na floresta. Nesse mesmo dia, a magia acabou e o mundo voltou a ser
como dantes. Passeiem pela floresta. Quem sabe se um dia não encontrarão a
ocarina…
Desenho de Lara Simões
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