quarta-feira, 13 de maio de 2009

Quem disse que a poesia é uma seca?

Aqui ficam uns poemas da autoria dos alunos do 4.º H e 4.º J, a provar que a poesia pode ser bem divertida.


Era uma vez um camarão


Era uma vez um camarão

Que gostava muito do Verão

Que foi à praia e apanhou um escaldão


Era uma vez um v

Muito chorão

Porque levou um estaladão.

Ai que charlatão

O esperto abelhão

Que enganou o macacão

Que saiu pelo narigão.

Naquele panelão

Há um grande batatão

Muito apetitoso

Para qualquer batalhão.

Era uma vez um compadre

Que deu ao irmão

Um lindo cão

Embrulhado num papelão.


Poemas escritos pelos alunos do 4.º H de Santa Rita, à semelhança do livro “À Esquina da Rima Buzina”, de António Torrado, no âmbito do Plano Nacional de Leitura. Os alunos leram, gostaram e recomendam.


Uns Sim, outros não


Era um gato

E era um dragão

Viviam os dois

No mesmo chão

Era uma ovelha

E era uma girafa

Não cabem os dois

Na mesma garrafa

Era uma melga

E era um lama

Lutavam os dois

Pela mesma dama

Era uma pêra

E era um mamão

Cantavam os dois

A mesma canção

Era o Sol

E era a Lua

Andavam os dois

Pela mesma rua

Era uma madrinha

E era um padrinho

Andavam os dois

No mesmo carrinho

Era uma maçã

E era um limão

Caíram os dois

No rés-do-chão

Era um abacaxi

E era um melão

Escorregaram os dois

Pelo corrimão


O José disse:

Vai para lá

E depois disse:

Está engraçado não está?

Gabriel Lopes (4ºH)


quinta-feira, 7 de maio de 2009

O casal à frente dos filhos

Reproduzimos no nosso blogue uma entrevista publicada recentemente no diário Destak, com o pediatra e psicanalista Aldo Naouri que, temos a certeza, irá interessar pais e professores. Para ler, com muita atenção.

Pediatra e psicanalista, Aldo Naouri veio a Portugal lançar o seu best-seller «Educar os Filhos – uma urgência nos dias que correm». Tudo o que diz é politicamente incorrecto, desde o seu elogio da autoridade parental e da frustração, até à certeza que transmite que uma família feliz é aquela em que o casal vem primeiro, e os filhos depois. Nesta entrevista ao Destak, aliás como no livro, falou sem papas na língua, mas com um sorriso permanente e uma gargalhada fácil, que nos deixa a certeza de que o seu empenho nesta missão de reintroduzir as palavras bem e mal educado no nosso vocabulário, é mesmo um esforço para que a sociedade, a começar pelos pais, não «dêem cabo» do espantoso potencial de uma criança.

Isabel.Stilwell editorial@destak.pt

Qual é o mito que corrompe a educação?

Aldo Naouri - Deixar crer aos pais que as crianças se desenvolvem apenas com amor. Que os pais só precisam de amar e esperar para ver...

E, de facto, o amor não chega?

Não, sozinho não chega. As crianças têm pulsões muito fortes e em estado bruto. É fundamental canalizar essa energia. Ensina-los a saber fazer uso dos seus impulsos. Só assim crescem e se tornam indivíduos sociais e sociáveis, capazes de pensar nos outros. Se este processo não acontecer ficam bebés, reféns do seu egocentrismo, incapazes de superar obstáculos, absolutamente egoístas, e que respondem com violência e descontrolo a qualquer frustração. Aquilo, afinal, de que os pais se queixam quando vão a uma consulta de pediatria e dizem que não conseguem ter mão nos filhos, aquilo que vemos nas ruas quando os pequenos ditadores fazem a vida negra aos pais, aquilo que a escola sofre, num clima de indisciplina inacreditável, onde aprender é impossível.

Mas porque é que suportamos tão mal vê-lo sofrer. Dói mesmo ver o nosso filho sozinho, num canto do recreio... Como é que se resiste à vontade de intervir...

Ah, a dor do menino sozinho no recreio! O que percebemos nesse momento é que demos vida a uma criança que está destinada a morrer... É um pensamento que não consciencializamos, claro, mas de cada vez que não o podemos proteger sabemos, cá dentro, que ele está sozinho. Aliás, como nós.

Faz o elogio da frustração. Não posso concordar mais consigo. Em teoria. Porque na prática, custa imenso frustrar um filho, dizer-lhe que não. Dávamos tudo para os ver sempre felizes...

Custa-nos tanto porque revivemos essa dor. Mas não podemos projectar neles a nossa dor. Frustrá-los é absolutamente necessário, indispensável para que venham a ser pessoas realizadas e felizes. E quando estamos convictos disso, depois é tão simples como levá-los às vacinas. A pica dói, pois dói, mas sabemos que lhe vai salvar a vida, por isso nem hesitamos.

A função dos pais é colocar limites?

Educar é colocar limites. É assumir a autoridade que o papel de pais nos dá. Sabemos o que é melhor para o nosso filho, e temos que acreditar nisso, sem ir na conversa do politicamente correcto. Uma criança sem limites, é uma criança que se sente desprotegida, angustiada, horrivelmente angustiada. A hierarquia lá em casa tem que ser vertical, connosco no vértice de cima. Aquela ideia dos pais amigos, de uma relação horizontal, é um verdadeiro mau-trato.

Porque é que temos tanto medo de perder o amor dos nossos filhos?

Sabe porquê? Porque temos ressentimentos em relação aos nossos pais, temos vergonha desses ressentimentos que nos dão a sensação de que não os amamos tanto quanto devíamos, e dávamos tudo, como diz, para que os nossos filhos não os tivessem em relação a nós. Impossível. O papel dos pais não é seduzir os filhos, dar-lhes uma imagens de uns companheiros fantásticos, bonzinhos e bonitos, mas educá-los. E já agora, haverá sempre ressentimentos, mas não há risco de fazerem perder o amor.

Tendemos a querer dar tudo aos nossos filhos, até mesmo uma vida sexual... «Podes dormir com o teu namorado lá para casa (nos carros é perigoso, há assaltos), e já agora aqui está um contraceptivo...» Não é um pouco como aqueles países que invadem outros, a pretexto de que lhes vão levar a «liberdade»...

(bate com a na testa). Primeiro, desenganem-se, sem interdito não há sexo. E numa família, nem os filhos querem saber da vida sexual dos pais (os seus, só fizeram «aquilo», uma única vez para os conceber), e os pais não se devem meter na vida sexual dos filhos. É preciso que eles conquistem aquilo que querem, com esforço, que é uma das outras palavras que deveria voltar ao nosso vocabulário.

Diz que se fizermos as coisas bem feitas, aos três anos já estão educados...

E estão mesmo. Quanto mais cedo conhecerem e interiorizarem as regras básicas, mais fácil será o seu desenvolvimento. Os miúdos educados assim são miúdos que têm uma evolução tranquila, mesmo uma adolescência tranquila.

Nada a fazer então aos que foram mal-educados, outra palavra que gostava de ver assumida de novo no nosso vocabulário?

Tudo a fazer, mas vai dar muito, muito, mais trabalho. Quanto mais tarde, mais trabalho.

Gostei imenso de ler que para uma família feliz, o casal tem que vir primeiro que os filhos. Gostei de ler, mas na prática, sobretudo os pais que trabalham sentem que todos os seus tempos livres têm que ser para os seus filhos… Para os compensar da falta que, teoricamente, lhes fazem.

A vida física e psíquica das crianças faz-se na cama dos pais. Se eles estão bem um com o outro, se estão unidos e se valorizam o casal como a força fundadora da sua família, os filhos vão estar melhor ainda.

No seu livro é muito claro quando diz que os pais têm o direito de querer que o seu filho seja uma pessoa de bem, porque afinal vai ser conhecido como «o filho de...». É revolucionário dizer isto, quando achamos que só temos a obrigação de dar, e não é legítimo pedir nada em troca…

Estabelece-se entre pais e filhos uma dívida – o pai deve merecer o orgulho do filho, porque é «pai de..», mas também tem direito a que o filho se comporte de forma a ser motivo de orgulho, porque afinal vai ser conhecido como «filho de...».

Mas cita Freud, quando este dizia a uma doente sua qualquer coisa como faça como quiser, porque eduque como educar vai educar sempre mal...

O que Freud queria dizer é que não vale a pena andar à procura de pais perfeitos. Não existem. Alias como também não existem filhos perfeitos, e nem vale a pena esperar que o sejam. Os pais têm uma história própria que os impedem de ser perfeitos, o filho também é portador dessa história, e portanto.... O ódio e o amor, mesmo nas relações profundas e incondicionais como as de pais e filhos, estão sempre presentes.

Tem-se discutido muito se os tribunais devem, ou não devem, ouvir as crianças num caso de divórcio, por exemplo. O que pensa disto?

Acho que devem ser ouvidos por especialistas, e com a maior das cautelas, porque as crianças são facilmente manipuláveis, tanto pelo pai como pela mãe. Mas escutar uma criança não significa fazer o que ela quer ou pede. É preciso que se faça o que é melhor para ela, que pode ser uma coisa completamente diferente. Sem nunca a alienar de um dos pais, seja pai ou mãe.

Acredita que a actual crise económica, porque provoca inevitavelmente frustração, vai ajudar a educar uma geração que, defende, tem demasiados elementos mal-educados?

O que não tenho dúvida nenhuma é que a crise económica foi provocada por indivíduos mal educados! Pessoas que continuaram em adultos a comportarem-se como uma criança que acredita estar sozinha no mundo e ser o centro do universo. Um bebé adulto que mete tudo ao seu bolso, sem pensar nas consequências para os outros…

Gatafunho n.º 13 já saiu!

Está aí o n.º 13 do Gatafunho, referente ao mês de Abril. E porque ainda estamos na Primavera, este número está mais verde do que nunca (mais amigo do ambiente, entenda-se) e vem recheado de assuntos superinteressantes ligados à natureza e não só. Aqui ficam apenas alguns deles:
- Há uma entrevista com o campeão olímpico Nelson Évora que, além de ter respondido às perguntas dos meninos e meninas do 1.º C da EB1 de Santa Rita, também lhes enviou um postal autografado.
- Sabem o que é a agricultura biológica? Tudo sobre esta prática que põe de parte tudo o que é pesticidas, herbicidas e químicos que só prejudicam a nossa saúde. Filipe Sêco, agricultor biológico e responsável da "Alto da Trigueira" explica tudo em pormenor, ao mesmo tempo que nos ensino a fazer compostagem.
- Nas Levegadas, recriou-se o Entrudo que se vivia há mais de 50 anos.
- Não sabem que livros hão-de ler? Pois nesta edição do Gatafunho, sugerimos nove fantásticas histórias.
- Sabem como se faz papel reciclado? No Gatafunho, os meninos do Jardim-de-Infância de Santa Rita explicam como se faz.
- Há prosa e poesia. Nesta edição, há duas páginas dedicadas aos poetas de palmo e meio, com versos bem divertidos.
- A Escola EB1 de Santa Rita arrecadou mais um prémio! Desta vez, ficou em 1.º lugar a nível distrital, no concurso "Escola Alerta".
- Os alunos dos Pegos gostam de dançar e, por isso, convidam-nos a vê-los no seu melhor como elementos do Rancho Estrelinhas da Ponte do Areal.
- Não percam os divertidíssimos passatempos e os desenhos expostos na nossa galeria de arte.

Ao longo dos próximos dias, vamos publicar neste blogue alguns dos trabalhos incluídos no n.º 13 do Gatafunho. Boas leituras!

Marcha Solidária e Encontro de Vontades 2009

DEPOIS DO SUCESSO QUE FOI A MARCHA SOLIDÁRIA NA VILA DA LOUSÃ, O ENCONTRO DE VONTADES TEVE COMO CENÁRIO AS ESCOLAS DA PERIFERIA. ESTE ANO, DUAS COMITIVAS INTEGRANDO UM ELEMENTO DA ASSOCIAÇÃO SAÚDE EM PORTUGUÊS, BENEFICIÁRIA DOS DONATIVOS RECOLHIDOS,VISITARAM OS POLOS ESCOLARES DE FREIXO, FOZ DE AROUCE , FONTAINHAS E PEGOS, A FIM DE DAREM O SEU TESTEMUNHO DE COMO ESTA ORGANIZAÇÃO VIVE E MANIFESTA, POR DIVERSAS PARTES DO MUNDO A SOLIDARIEDADE.
FOI BONITA A TROCA DE EXPERIÊNCIAS E O CONHECIMENTO POR PARTE DE TODOS, PRINCIPALMENTE DOS ALUNOS, DE QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO DE UM NOME.
O MONTANTE DE DONATIVOS RECOLHIDO FOI SUBSTANCIAL. HOUVE ESTABELECIMENTOS QUE ULTRAPASSARAM AS DUAS CENTENAS DE EUROS... REGISTA-SE A ENTREGA E O ESFORÇO DOS/A DOCENTES QUE ESTIVERAM POR DETRÁS DESTE INTENSO TRABALHO DE SENSIBILIZAÇÃO.

Entrevista com Tiago - "Espero singrar no panorama musical português"

GATAFUNHO - Onde e em que ano nasceste?
TIAGO - Nasci em Coimbra a 14 de Agosto de 1987

Como e quando é que aprendeste a cantar?
Essa pergunta é pertinente, pois nem eu sei como é que aprendi a cantar. Lembro-me em criança cantar em pequenas festas e cantar em casa dos meus avós para os meus tios e primos, mais tarde já com 12/13 anos recordo também que a minha voz sofreu algumas alterações e de eu cantar com o meu amigo André e nem eu, nem ele nem tão pouco as pessoas que nos rodeavam gostarem da minha voz, o que fez esmorecer um pouco e perder a vontade de continuar. Mas nunca desisti e continuei a trabalhar na expectativa de melhorar. Com o tempo aprendi a colocar a voz e a "defender-me" um pouco.

Ondes vives?
Neste momento estou a morar na Lousã

O que fazes nos teus tempos livres?
Nos meus tempos livres gosto de ouvir música, jogar futebol e videojogos.

Do teu CD, qual é ou quais são as tuas canções preferidas?
No meu CD gosto de todas as músicas mas a faixa "Chorar por Chorar" é especial, porque a letra e a música são da minha autoria.

És tu quem escreve as canções?
Tirando a música "Chorar por Chorar" todas as outras letras são da autoria do meu pai, Jorge Gonçalves, que acreditou em mim e me escreveu algumas letras. Outra já as tinha escritas e eu fui ao "Baú" da memória e com eles fizemos pequenas alterações para poderem ser gravadas neste trabalho.

Quem são os teus cantores ou grupos preferidos (influências)?
Gosto bastante de Rui Veloso, Tony Carreira, Robbie Williams, entre outros, mas estes essencialmente.

Já deste muitos espectáculos? Como têm corrido?
Já dei alguns espectáculos, não muitos até porque o álbum é recente. Penso que têm corrido bem pelo menos o feedback é positivo.

Além de cantar, tocas algum instrumento?
Toco viola e um pouco de baixo (apenas sei os acordes básicos)

Qual é o instrumento que mais gostas de tocar?
Viola, sem dúvida.

Depois de teres lançado o teu primeiro CD, o que tencionas fazer a seguir?
Tenciono focar esforços na tentativa de fazer deste trabalho um sucesso e se assim for preparar um novo trabalho de originais.

Já recebeste convites para actuar na televisão ou noutros eventos?
Existem já alguns contactos nesse sentido mas que prefiro não abordar para já até porque ainda não está nada definido. Vamos ver o que os próximos dias nos reservam.

Qual é ou quais são os teus géneros musicais?

Penso que me enquadro dentro das baladas.

As letras das canções são da tua autoria. Em que te inspiras para as escreveres?
Na letra que escrevi inspirei-me em situações da vida real, vividas todos os dias por várias pessoas. (Na altura vivida por mim!)

Que planos tens para o futuro?
Espero conseguir singrar no panorama musical português.

Entrevista conduzida pelos meninos e meninas do 1.ºC da EB1 de Santa Rita
Para ouvirem a canção "De que cor é o vento?", interpretada pelo Tiago, vejam o vídeo que se segue:

Visita aos correios da Lousã



No dia 29 de Outubro, fomos visitar a estação dos CTT da Lousã.
O que nós dissemos sobre a visita:
Fomos ver onde se põem as cartas (Laura)
Quando chegámos ao correio o Pedro pôs uma carta no marco da parede (Tiago)
Pus a carta no correio normal (Pedro)
Fomos lá dentro e o Pedro apanhou a carta do cesto (Beatriz)
E o senhor chefe pôs a carta no saco (Tomás)
E depois põem-se as cartas nas prateleiras para irem para casa das pessoas. (Beatriz e Rafael)
Fomos meter uma carta no correio para os meninos da Ponte Velha (Beatriz Ribas)
Há correio normal, verde e azul. (Ângela)
O chefe dos correios chama-se Sr. Paulo Pinto. (Matilde)

Jardim-de-Infância de Santa Rita

Preocupações de mãe...

Por Cândida Castanheira*

Vivemos num Mundo com tanta violência que é visível a falta de educação. Vale a pena pensarmos melhor nos valores que estamos a transmitir aos nossos filhos... Numa das reuniões de pais em que participei, na escola da minha filha do meio, foi-nos apresentado um Powerpoint adaptado de um panfleto da Polícia de Houston, Texas, distribuído há alguns anos a todos os habitantes da cidade, com 10 conselhos para criar delinquentes. Achei que era interessante partilhar, pois faz-nos pensar em... COMO NÃO EDUCAR UM FILHO

10 CONSELHOS PARA CRIAR .... DELINQUENTES

1º - Comecem na infância a dar ao vosso filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2º - Se, enquanto pequeno, o vosso filho disser nomes feios, ache graça. Isso fá-lo-á sentir-se interessante e levá-lo-á a refinar a sua linguagem ordinária.
3º - Nunca lhe dêem qualquer orientação religiosa nem lhe transmitam princípios morais. Esperem até que chegue aos 18 anos e “decida por si mesmo”.
4º - Façam sempre tudo aquilo que devia ser o vosso filho a fazer. Arrumem tudo o que ele desarrumar: livros, sapatos, roupas. brinquedos, etc e apanhem o que ele deitar para o chão. Façam-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.
5º – Deixem que o vosso filho leia tudo o que lhe vá parar às mãos. Tenham o maior cuidado em esterilizar os talheres, os pratos e os copos, mas deixem que o seu espírito se alimente de imundices.
6º - Discutam e zanguem-se em frente dele. Isso é muito útil para que ele se convença de que a família é uma instituição nociva e de que não deve qualquer respeito aos seus pais. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
7º - Dêem-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Evitem que ele o ganhe com o seu trabalho ou através do seu comportamento. Tem tempo. Deixem-no ser feliz enquanto é jovem.
8º - Satisfaçam todas as suas exigências ou caprichos, no que se refere a alimentação, vestuário e conforto, a fim de que o vosso filho não possa nunca sentir-se frustrado. As frustrações, como se sabe, não permitem que a personalidade se revele e torna as pessoas mais infelizes.
9º - Evitem recriminá-lo, para que ele não crie um complexo de culpa. Estes complexos, como toda a gente sabe, não deixam que as crianças desenvolvam a sua personalidade. Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-se, dizendo que nunca o conseguiu dominar.
10º - Defendam sempre o vosso filho! Dos seus amigos, dos vizinhos, dos professores e até das autoridades. É tudo gente desprezível que apenas pretende embirrar com ele... ( Todos têm má vontade com o vosso filho).

Finalmente...
Prepare-se para uma vida de desgostos.

“EDUQUEM AS CRIANÇAS E NÃO SERÁ PRECISO CASTIGAR OS HOMENS”
Pitágoras

* Encarregada de Educação

sexta-feira, 27 de março de 2009

Álvaro Viana de Lemos, patrono do nosso Agrupamento, nasceu há 128 anos

Há 128 anos, no dia 28 de Março, nascia Álvaro Viana de Lemos, patrono do nosso Agrupamento de Escolas. Para assinalar esta data, recordamos um texto elaborado pelo 4.º D da Escola EB1 de Fontainhas, publicado no n.º 1 do jornal Gatafunho, em Abril de 2005.

Quem foi Álvaro Viana de Lemos?

A partir do dia 3 de Janeiro de 2005, o nosso Agrupamento de Escolas passou a chamar-se Agrupamento de Escolas Álvaro Viana de Lemos, com o objectivo de lembrar a obra inovadora desta ilustre personalidade lousanense, no campo do ensino, da pedagogia, da arte, do regionalismo, das ideias e dos trabalhos manuais e científicos.

Álvaro Viana de Lemos nasceu na Casa do Engenho (Companhia do Papel do Prado – Lousã), no dia 28 de Março de 1881.

Aprendeu as primeiras letras com a mãe e, posteriormente, com António Cortês da Fonseca, na farmácia do padre Correia. Tendo frequentado a Escola Conde Ferreira, na Lousã, entra na Universidade de Coimbra, onde cursa a Faculdade de Matemática.

Fez o curso de Infantaria da Escola do Exército, tinha a frequência de várias instituições culturais de Portugal e da Bélgica e os cursos de Bibliotecário-Arquivista, de Escultura, de Electricidade, de Pintura Decorativa e de Trabalhos Manuais.

Foi professor na Escola Agrícola de Coimbra, no Instituto dos Pupilos do Exército, nas escolas normais de Lisboa e Coimbra, na Tutória da Infância e na Escola do Magistério Primário de Coimbra.

De 1907 a 1927 fez várias visitas de estudo a estabelecimentos educativos de Portugal e do estrangeiro, tendo trabalhado activamente no espírito do movimento chamado “Escolas Novas”.

Colaborou em várias revistas e jornais nacionais e estrangeiros. Publicou, entre outros livros: “trabalhos Manuais Educativos”, “O Escutismo na Educação”, “A Modelação Escolar”, “A Educação Nova no Congresso de Lucarno” e “A Lousã e o seu Concelho”.

Dominava várias línguas, entre as quais o francês, o alemão, o italiano, o grego e o quimbundo.

Aos 80 anos, frequentava o Instituto Alemão e a Casa da Inglaterra.

Possuidor de um conhecimento profundo sobre a Lousã, desenvolveu um papel cultural em várias instituições, de que são exemplos: a fundação do Museu Municipal, posteriormente denominado Museu Municipal da Lousã Prof. Doutor Álvaro Viana de Lemos, e o desenvolvimento da Biblioteca Municipal, que teve, pela primeira vez, na sua direcção, um especialista com o curso de Bibliotecário-Arquivista.

Faleceu em Coimbra, a 21 de Agosto de 1972, com 91 anos.

A atribuição do nome deste lousanense ao nosso Agrupamento é uma singela homenagem que lhe pretendemos prestar pela sua dedicação ao ensino, à cultura e às instituições do concelho da Lousã.

Trabalho de pesquisa da Turma D – 4.º ano – EB1 de Fontainhas

quinta-feira, 5 de março de 2009

JI e EB1 do Freixo na Feira da Castanha e do Mel

Associação de Pais e Encarregados de Educação do JI e da EB1 do Freixo agradece a todos que, de uma maneira ou de outra, contribuíram para o sucesso da nossa participação, em mais uma edição da Feira do Mel e da Castanha. Como vem sendo habitual, lá estávamos nós a marcar presença. Foi um fim de semana de muito trabalho, mas ao mesmo tempo muito gratificante. Não queremos deixar por isso de vos agradecer mais uma vez.
A todos muito obrigado!

A Direcção de Pais e Encarregados de Educação do JI e da EB1 do Freixo



segunda-feira, 2 de março de 2009

Já está aí o n.º 12 do "Gatafunho"

Já chegou finalmente o n.º 12 do "Gatafunho". Nesta edição, há muitos assuntos que te vão interessar, a começar pela entrevista com o cantor Tiago, o lançamento do CD da Preventinha e a semana da Ciência e Tecnologia, entre muitos outros. Mas o destaque vai para a acção de solidariedade em que os alunos do nosso agrupamento participaram. Assim, a Marcha Solidária rendeu 600 euros, montante que irá beneficiar as crianças de Bafatá, na Guiné-Bissau. Ao longo dos próximos dias, vamos publicar neste blogue as notícias mais importantes deste mais recente número do "Gatafunho". Por isso, estejam atentos. Entretanto, ficamos à espera das vossas notícias e fotos. Se algo aconteceu na vossa escola, toca a escrever, desenhar ou fotografar e enviem os vossos trabalhos para jornalgatafunho@gmail.com

1.º Encontro de Literatura Infantil


As inscrições nesta iniciativa são grátis
PROGRAMA

18 de Março | quarta-feira

10h00
Sessão de Abertura
Maria Amélia Cupertino de Miranda (Presidente da Fundação Dr. António Cupertino
de Miranda), Vladimiro Feliz (Vereador da Educação da Câmara Municipal do Porto),
Isabel Alçada (Comissária do Plano Nacional de Leitura), Isabel Barbosa (Presidente
do Conselho de Administração da Ambar)

10h30
A TRADIÇÃO ORAL NA LITERATURA INFANTIL EM PORTUGAL
Oradores
Alexandre Parafita (Investigador do CTPP da Univ. Lisboa e autor de livros
infanto-juvenis), Sara Monteiro (Autora de livros infanto-juvenis), Tânia Silva
(Contadora de histórias)
Moderador
Rui Veloso (Professor da ESE de Coimbra)
12h00
Convívio com autores e ilustradores
13h00
Intervalo para Almoço
14h30
A OBRA DE JOSÉ JORGE LETRIA NA LITERATURA INFANTIL

Oradores
José Jorge Letria (Escritor), Elsa Lé (Ilustradora), Maria Teresa Macedo (Mestre da Universidade do Minho), Teresa Cunha (Livreira da Livraria Salta Folhinhas)Moderadora Rita Pimenta (Jornalista do Jornal Público)
16h00
Convívio com autores e ilustradores
16h30 A ILUSTRAÇÃO EM PORTUGAL – UM SALTO QUALITATIVO

Oradores
André Letria (Ilustrador), José Miguel Ribeiro (Ilustrador), Pedro Serapicos (Ilustrador), Elsa Navarro (Ilustrador)
Moderador
António Modesto (Professor da Escola Universitária de Artes de Coimbra

19 de Março | quinta-feira

10h00
REPRESENTAÇÃO INFANTIL BASEADA NO LIVRO “O IMAGINÃO”,
de Manuela Crespo,
por crianças do Jardim Infantil Tangerina
11h00
Convívio com autores e ilustradores
11h30 A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Oradores
Lourdes Custódio (Educadora e autora da colecção Giroflé), Andreia Hall
(Professora da Universidade de Aveiro), Inês de Barros Baptista (Jornalista e autora
de livros infantis), Manuela Crespo (Médica, autora e ilustradora de livros infantis)
Moderador
Paulo Oom (Médico pediatra)
13h00
Intervalo para Almoço
14h30
LANÇAMENTO DO LIVRO “O HOMEM E AS PALAVRAS”, de Conceição Gomes e Chico

Homenagem ao poeta Eugénio de Andrade
Declamação de poemas do poeta
15h30
Sessão de Encerramento
16h00
Convívio com autores e ilustradores

Iniciativas em paralelo
Feira do Livro
Exposição de originais de Ilustração